29.12.09

A década de Lula.

Fim da primeira década do século XXI. Aqui no Brasil, mas somente por aqui, esta foi a década de Lula, sem dúvida alguma. Nestes anos, dentro e fora do PT, ele deu as cartas.

Temos um Brasil maior? Temos, sim! Uma economia mais vistosa, programas sociais mais volumosos e, não como efeito colateral do crescimento e da distribuição de renda, mas efeito colateral do petismo na presidência, muito mais corrupção.

É interessante constatar que, somente agora, no início da segunda década deste novo século, desde a redemocratização do país, teremos a primeira eleição presidencial sem Lula. Se bem que, mesmo não estando em qualquer chapa, ele nos apresenta um poste e pede que votemos nele (no poste, como se fosse nele). Enfim, o cara não gosta de dar a vaga pra ninguém e pretende ser o protagonista, o goleiro e o atacante, mesmo quando está fora de campo. É como diz Obama - ele é o cara. Eu diria mais - ele gosta de ser o cara.

Mas... deixa pra lá, se Putin tem o seu Medvedev, por que Lula não pode ter o dele?

E, por falar em Putin, ele dominou a década também, se bem que numa dimensão bem maior que Lula. Gostemos ou não, quem dominou mesmo a primeira década do século XXI foi George, esse mesmo, o W. Bush. A próxima já pertence a Obama... afinal, o império é o império.

22.12.09

Nunca antes na história deste planeta.

Soberba, presunção, vaidade excessiva. Estes são bons adjetivos para qualificar aqueles que acreditam poder controlar a temperatura global no futuro, não permitindo que a mesma exceda em 2º a atual.

Como acreditar que governos (e seus ajudantes não-governamentais) possam segurar a temperatura planetária, se mal conseguem controlar adequadamente, em nível global ou até mesmo em seus respectivos países, a inflação dos preços, o fluxo de capitais, os níveis de emprego, o fornecimento de alimentos, a violência, o terrorismo e o tráfego de drogas?

Se mal damos conta daquilo que supostamente conhecemos - tudo aquilo que é fruto da atividade humana -, como acreditar podermos controlar o desconhecido e o imponderável resultante da atividade não humana que se ergue diante de nós?

Diante das temperaturas baixíssimas no atual inverno do Hemisfério Norte, não falta quem diga: - olha aí o desequilíbrio provocado pelo aquecimento global - como se conhecesse em detalhes a causa por trás dos extremos de baixa de temperatura e congelamento na Europa e nos Estados Unidos.

O aquecimento global virou uma panacéia do medo. Ela, essa panacéia, explica o aquecimento e o resfriamento, as enchentes e as secas, os ventos fortes e as calmarias, a nevascas, os ciclones, furacões e vendavais, como se tais coisas antes não existissem. Ah, sim, e movimenta milhões em dinheiro.

O turma do aquecimento global assemelha-se ao governo do PT - NUNCAANTEZNAHISTÓRIADESTEPAÍZ. Antes de Lula, ao que parece, nada de bom havia. Antes do aquecimento global - feito pela mão do homem - o clima era sempre ameno e cordial. Até parece!

19.12.09

COP159, um sucesso absoluto!

Após décadas de repetidos encontros e intensas negociações, enfim foi assinado ontem um documento sobre o clima e o meio ambiente, na pequena ilha de Tuvalu, na Conferência Mundial do Clima COP159.

Após o fracasso do protocolo de Kyoto e das conferências COP15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22 e subseqüentes, em especial a COP16, realizada no México em 2010 - quando a representante brasileira, de nome Dilma, então candidata à presidência daquele pais, perdeu a estribeira e deu uma rasteira no então presidente americano Barack Obama -, dessa vez os países ricos, emergentes e pobres chegaram a um consenso.

Países emergentes do CUBI (Congo, Ucrania, Brasil e Iraque) liderados pelo presidente iraquiano, concordaram com a proposta dos países ricos (EUA, China, índia, Chile, México, Canadá, Russia, África do Sul e União Européia). Os países pobres, tendo à sua frente a Argentina, embora sempre a pedir dinheiro, também assinaram o Acordão do Clima, como ficou conhecido o documento, que resultará num investimento global de 1 trilhão de dólares para conter o avanço e crescimento das calotas polares.

Com o resfriamento global, o aumento das calotas polares tem ameaçado países como Argentina, Uruguai, Chile, Canadá, Rússia, países nórdicos e o estado americano do Alasca. Ainda não se sabe como colocar em prática as idéias que foram discutidas e aprovadas na COP159, mas os principais atores da geopolítica saíram esperançosos em relação ao que deve ser feito para mitigar os efeitos do resfriamento global.

A gigante indústria de aquecedores GP (antiga ONG Greenpeace) comemorou o crescimento de suas ações na bolsa de Nova York. O seu presidente, num momento de entusiasmo, repetiu o lema da empresa: "Aquecer as nossas vidas, eis a razão da nossa existência".

13.12.09

Dilma, aquecimento global e Klaatu.

À caça de votos no Brasil, haja vista estar empacada nas pesquisas, Dilma grita em Copenhague, afirmando que a proposta americana para o corte de gases estufa é "decepcionante". Serra também está lá, e deve, para não perder pontos, afirmar algo bem parecido. Obama, estando eleito e empossado, embora as pesquisas também não lhe sejam favoráveis, não precisa necessariamente se curvar perante esse novo credo global. A China, não sendo uma democracia, muito menos, está lá apenas para constar e ponto final.

É um faz-de-conta global. Copenhague é o palco onde se apresentam os atores dessa nova onda ou, como queiram, da nova religião da humanidade. Em outras palavras, é um palanque chique, caro e bacana.

Vou tentar ser o mais breve possível: Não há consenso científico sobre o tal aquecimento global. Digo "tal" porque algo que deveria ser alvo da mais rigorosa investigação científica, a mais isenta possível, tornou-se artigo de fé. Se você não acredita no aquecimento global, não importando se esteja coberto de argumentos lógicos e simples, é porque você é um desgraçado insensível.

Como acreditar seriamente estarmos à beira de um colapso climático, se hackers expuseram ao mundo a farsa da manipulação de dados sobre o clima, uma manipulação sempre no sentido de apontar para o tal aquecimento?

Depois que o comunismo tornou-se, como diria Delubio, uma "piada de salão", a esquerda tomou esse rumo e substituiu a religião do marxismo pela do catastrofismo ambiental. O gás carbônico tornou-se o demônio desses novos tempos, outrora personificado na figura do lucro e da livre iniciativa. Se o gás carbônico não cumprir devidamente este papel (na contenção da prosperidade global), terá a ajuda de outra ameaça qualquer, quem sabe uma iminente invasão do alienígena Klaatu, aquele do filme O Dia Em Que a Terra Parou.

12.12.09

Dilma e as pesquisas.

Pesquisas pra lá, pesquisas pra cá, cenário A, cenario B, cenário C, e uma verdade evidente: Dilma está abaixo do patamar petista. Apesar dos famosos 80% de Lula, mesmo com a exposição midiática e do uso abusivo da máquina governamental nuncaantezvistanahistóriadestepaiz, a mulher fica abaixo das expectativas, considerando os imensos esforços, até mesmo da parte dela em parecer simpática.

Em resumo, é uma candidatura pesada. Pode ganhar? Pode, é claro! É como se diz, política é como nuvem, a cada momento está de um jeito. Mas a nuvem agora está desse jeito, e já faz algum tempo.

Dizem por aí que Lula pretende voltar em 2014. Talvez esta seja mesmo a sua estratégia - a de não permitir que qualquer aliado seu possa tornar-se presidente da República. Afinal, Lula gosta mesmo é de cantar de galo sozinho em seu terreiro.

Se o PSDB não der um tiro no próprio pé, o que costuma fazer, terá em Dilma e em Lula seus maiores aliados.

9.12.09

Arruda e a maldição do DEM.

O Democratas é sempre lembrado como ex-PFL, ex-PDS e ex-ARENA. Só falta dizer que foi o partido de Cabral. Enfim, como nenhum outro, o DEM paga preço elevado pelo seu passado. Basta dar uma olhada nos integrantes dos demais partidos para se concluir que há herdeiros do regime militar espalhados na montanha de siglas que compõe a belíssima estrutura partidária brasileira. Mas só o DEM, mesmo mudando de nome e de pele, carrega a maldição.

Há duas formas do DEM poder dar fim à maldição de herdeiro do regime dos generais: 1. dar tempo ao tempo; 2. acabar. Se continuar carregando o governador Arruda, vai dar a opção 2.

Ou o DEM se livra de Arruda ou Arruda acaba com o DEM. Não estou com isso a dizer que Arruda já foi julgado e condenado. Mas política é política. E o mundo da política costuma não esquecer o DEM.

5.12.09

Honduras e o vexame da diplomacia brasileira.

Eu prometi comentar o resultado das eleições presidenciais em Honduras. Vou resumir a missa: venceu a democracia. E o Brasil, embora seja uma democracia, saiu perdendo, porque a nossa diplomacia insiste em apoiar ditadores, proto-ditadores e golpistas, gente do calibre de Fidel, Ahmadinejad, Zé Laia, Chávez e o sudanês Omar al-Bashir.

Mas não custa recordar os idos de 1979, porque o passado pode lançar uma luz sobre o presente, quando Lula ainda não era presidente, mas já tinha em mente poder tornar-se o mandatário de nosso país. Em entrevista à Playboy, quando perguntado sobre figuras de renome que o tinham inspirado, ele listou nomes como Ghandi (até aí, ótimo!), passou por Che (claro!), citou Mao Tsé-Tung (olha aí o homem!), e... pasmem!, citou Adolf Hitler, como segue: "Por exemplo… O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer." O "fogo"? Qual fogo, o fogo das chamas do Holocausto?! O fogo de "tentar fazer"? Fazer o quê, cara pálida, a aniquilação completa e final do povo judeu e tentar construir o 3º Reich Alemão de 1000 anos de ódio e horrores? Não admira ele receber tão bem o tal Ahmadinejad, aquele que relativiza os horrores do nazismo e não nega sua vontade de varrer Israel do mapa.

Para a diplomacia brasileira, não importa se o povo hondurenho foi às urnas e escolheu seu futuro presidente, importa que Zelaya, aliado de Chávez, não conseguiu emplacar um golpe ao estilo claramente bolivariano, que se utiliza da democracia para solapá-la. Para a diplomacia brasileira, não importa se há fortes indícios de fraude nas eleições presidenciais iranianas, pois o vencedor foi o sujeito que pretende construir bomba atômica e varrer Israel do mapa.

Ora essa! Tão pequena e pobre, Honduras deu lição ao Brasil. E o Brasil ficou mal na foto. Fica então evidente que tipo de liderança o nosso governo pretende criar para o Brasil na nova "concertação" internacional. Não custa lembrar que este é o governo que devolve atletas para a ilha prisão e, para compensar, acolhe terrorista.