11.11.09

O Apagão e o Sistema de Interligação.


De ontem pra cá, boa parte da população - em especial no Sudeste - ficou sabendo que nosso sistema elétrico é interligado. Agora sabemos de que basta um sopro aqui para, por efeito dominó, derrubar um castelo ali. O que não se comenta contudo é a interligação entre o sistema elétrico e o sistema Sarney.

O que interliga o sistema Sarney ao sistema elétrico é o ministro Lobão, o tal que insiste em culpar São Pedro pelo fato de quase a metade do Brasil ou, em termos populacionais, possivelmente mais que isso, ter ficado no escuro. Enquanto o ministro aponta para raios e trovões, chuvas e complôs climáticos, a turma da meteorologia não consegue achar a tempestade do ministro.

Mas todo mundo sabe quem também manda muito por ali. É Dilma, engrenagem importante na interligação entre o sistema Lula e o sistema Sarney. Ela garantiu que não teríamos apagão. E todo mundo acreditou. Pois é, nem precisou de estiagem (como no período de FHC), nem mesmo das tempestades do ministro Lobão, e o sistema caiu. Ninguém até agora sabe o que foi. Talvez seja o fator X. O que é o fator X? É qualquer coisa que faça derrubar a primeira peça do dominó.

E, por falar na tempestade do ministro Lobão, o apagão vai deixar milhões sem água. Quer dizer... a interligação é mais complexa do que a gente pensava. Ficou entendido sobre o que é o nosso sistema de interligação?


8.11.09

Universidade Expulsa Coxas.


Leio por aí que a UNIBAN vai expulsar a garota que foi vítima de agressão por entrar no campus portando uma minissaia curta e sexy. Fatos dessa natureza são um bom prato pra gente exercitar certos raciocínios.

Se a moça foi agredida - de modo brutal, vergonhoso e indecente (a indecência não está na minissaia, mas na reação da canalha) - é porque, suponho, a rapaziada tenha medo de minissaia curta ou, quem sabe, pior e mais estranho, medo de coxa de mulher.

Se estão expulsando a moça, suponho eu que seja para proteger os medrosos de se depararem mais uma vez com coxas de mulher. Sei lá, diante de imagens reais de coxas roliças, possam eles, esses machos, sofrer algum tipo de convulsão ou desmaio. Se é para proteger a saúde daqueles machos todos, então tá explicado. Não há outra explicação plausível, aceitável ou admissível.

Como se vê, não há necessidade para preocupações, pois há uma explicação pra tudo. E, por falar nisso, a UNE exige que a moça ganhe uma bolsa de estudos. Qual a explicação? - Lulistas adoram bolsa-qualquer-coisa para qualquer caso ou ocasião.

3.11.09

Humor de Dilma pode ser uma vantagem.

Dizem que Dilma é intratável, e que o seu evidente mau humor conta negativamente na conquista de eleitores. Pois é. Mas, antes de irmos um pouco mais longe, vamos ler o trecho abaixo, que vai na contramão de tudo aquilo que se tem dito por aí.

Um estudo realizado na Austrália indica que pessoas mal-humoradas tendem a lidar melhor com situações difíceis do que aquelas que vivem mais felizes.

É estranho ouvir isso, mas a pesquisa mostra que os mal-humorados se comunicam melhor.

Ora essa! Se bem que, por esse lado, a disputa não será das mais fáceis e engraçadas. Serra não é, de modo algum, um modelo de alegria, descontração e simpatia.

Só falta sair por aí o resultado de alguma pesquisa provando que as mulheres preferem os feios. Torço por isso.


30.10.09

Zé Laia vai voltar

Chávez e sua turma – inclusive os seus auxiliares no governo brasileiro, bem como a OEA – foram postos de lado. A Turma de Obama entrou em campo e fez o acordo. Zelaya volta, mas não tem o comando das Forças Armadas de Honduras; volta ao cargo de presidente, mas sem força para governar; será obrigado a reconhecer o resultado das urnas de novembro – quando seu candidato deverá perder –, e ponto final. Em janeiro, sairá de uma vez por todas, ele e seu chapelão, bem como sua tentiva bolivariana de tomada de poder. Chávez deu com os burros n´água. Ao que tudo indica, é o fim da novela.

25.10.09

Bush Não Morreu!


Quem pensava que George W. Bush estava morto, enganou-se. Abaixo, leia um trecho da BBC Brasil. Depois eu volto.


Diz na matéria, e aí eu me vanglorio, o que sempre afirmei sobre Bush, de que ele é um “mestre das baixas expectativas”. De fato, Bush explora bem esse lado. Tem um jeitão de atrapalhado - embora de fato se atrapalhe mesmo -, mas consegue seus objetivos.

Com suas palestras, em grandes corporações americanas, se pegar a moda do seu jeito de fazer as coisas, teremos um monte de executivos com jeitão de bobo, trocando os pés pelas mãos e tropeçando até em chão liso, mas seguindo em frente, pelo fato de seus concorrentes não darem nada por eles.

Pensam que é brincadeira? A baixa expectativa funciona, pois o adversário sempre subestima aqueles que carregam esta marca. Pura verdade. Bush tornou-se presidente, enquanto não davam um tostão por ele, e reelegeu-se. Agora, que parecia morto e sepultado, está de volta, fazendo o que todos os ex-presidentes fazem - dar palestras. Alguém esperava que Bush teria condições de aconselhar alguém? Pois é...

Enfim, Bush sempre consegue ir além do preço que pagam por ele. Já o atual, Barack Obama, cria expectativas além da conta e, por isso, pode pagar alto preço, o da decepção.

Um Mundo Melhor.

Após a belíssima vitória de Obama, o nosso Lula chegou a dizer que está na hora de o Brasil também eleger um presidente negro, como se isso fizesse alguma diferença. Por via das dúvidas, apesar do que tenha dito e do oba-oba da obamania, Lula prefere mesmo ir para as urnas com uma Hillary meio tosca. Afinal, Lula é quem manda, e ele tem um plano para si.

E, por falar em Hillary, ela exibe hoje uma popularidade (nos EUA, é claro, que é onde interessa para eles) maior do que a de Barack Obama, cujos pontos nas pesquisas de opinião continuam a despencar. Mas, fora de lá, o homem continua bombando.

E, bombando de esperança, nem se passou um ano da posse, e o cara conquistou o Nobel da Paz. A despeito da situação econômica nos EUA continuar preta, a conflagração militar e política no Afeganistão permanecer a se degradar. Hoje, domingo, terroristas promoveram o pior atentando dos últimos dois anos no Iraque.

Qual o motivo do atentado deste domingo? Em primeiro lugar, acho que a turma de lá não precisa de motivos, pois todo dia é dia de briga. Mas, se precisamos de um, para que a nossa razão encontre lugar neste mundo, talvez seja por conta de uma reunião cujo objetivo é realizar uma prosaica reforma eleitoral.

Mas, mesmo assim, firme na palavra dada, Obama garante que os EUA vão retirar todos os seus combatentes daquele país, em agosto de 2010, restando lá somente uns 50 mil soldados, uma força de segurança, para ajudar os iraquianos a tomarem conta do país... entenderam, não é mesmo?

Na opinião deste palpiteiro amador em geopolítica, os EUA só desmontarão suas bases militares no Iraque quando não mais tiverem dinheiro para mantê-las. E o dinheiro deles continua perdendo poder de compra mundo afora. Se fossem obrigados a sair de lá hoje, a violência no Iraque cresceria exponencialmente, se é possível imaginar tal coisa.

Qual a culpa de Obama? Por enquanto, nenhuma. A culpa é de Bush? Por enquanto, neste mundo melhor, mas fácil e confortável pensar assim.

22.10.09

Lula humilha Collor: "elle é da base da base"

Pequeno trecho da longa entrevista dada pelo presidente Lula à Folha. Ao final, um pequeno comentário meu sobre um detalhe pouco comentado na mídia.

Eu até relevo o pedaço que mais causou alvoroço, a intimidade com que trata Jesus Cristo e Judas, e deixo essa parte para os padres, bispos da CNBB e afins.

O interessante mesmo é notar a forma como se referiu ao seu atual aliado, o presidente Collor. Vale a pena repetir: "[Collor] faz parte da base da base".

"Base da Base" é ótimo, é o mesmo que colocar o outro na segunda divisão, ou terceira, quem sabe, na divisão de acesso. O ex-presidente, dado a ataques histéricos de quem tem aquilo roxo, deva estar tentando - como ele mesmo gostava de dizer -, engolir e digerir a forma como Lula a ele se referiu.

Bem feito! Uma verdade bem dita. Neste ponto, fico com Luiz Inácio. Quando Lula quer atingir alguém, ele consegue!

21.10.09

Cadê o pagamento do aluguel, Zé Laia?

Zelaya (pronuncia-se "Selaia" e eu prefiro chamar de Zé Laia) completou nesta quarta-feira, 21 de outubro, um mês de ocupação na embaixada brasileira em Honduras. No início, parecia que o mundo iria acabar, e a temperatura subiu. Negociações, negociações, negociações. No fim de tudo, nada! Resta somente pagar o aluguel pelo uso do imóvel. Ou vai ser de graça?

Zé Laia tentou, inicialmente e ainda do lado de fora da fronteira hondurenha, com a ajuda da OEA e Hugo Chávez, criar comoção. Não conseguiu. Partiu para uma aventura mais ousada, desta vez com a ajuda evidente do Brasil. Adentrou nossa embaixada e lá ficou, de mala e cuia. Parecia que iria dar certo. Não conseguiu. Caiu novamente no esquecimento.

A mídia é assim, alimenta-se de novidades. Depois de um certo tempo, a turma cansa e os jornais mudam as manchetes. Na imprensa brasileira, o assuntos da vez são a violência no Rio, o namoro entre Dilma e o PMDB e as oscilações na bolsa e do dólar. Enfim, Zé Laia deixou de ser aquilo que nunca deveria ter sido.

Contudo, não vamos esquecer o principal: cadê o pagamento do aluguel, Zé Laia?

18.10.09

Provando do próprio veneno.

O atentado contra a Guarda Revolucionária do Irã, de autoria de grupo terrorista sunita, é prova de que quando se caminha por esse tipo de terreno, acaba-se por provar do próprio veneno. Ninguém aqui está a apoiar atos dessa natureza, muito pelo contrário.

O caminho do terrorismo é perigoso, não somente para quem é alvo dos atentados, mas especialmente perigoso e traiçoeiro para quem o pratica, o promove e o alimenta. Não é possível fazer pacto com o mal sem contudo provar de seus males.

O Irã acusa os EUA e a Grã Bretanha de terem fomentado a agressão. Claro, estranho não tivesse esse país feito tal tipo de acusação, quase um clichê, haja vista serem os EUA (bem como seu principal aliado, a Inglaterra, e Israel) alvos prioritários dos discursos odiosos de seu presidente, negador do Holocausto, obcecado em varrer Israel do mapa.

Dá nisso.

15.10.09

Como Lula diria, esse é o cara...

Quando li sobre o Nobel de Obama, pensei com meus botões: Por que laurear com o Nobel da Paz um sujeito que está no comando da maior força bélica do planeta, ainda mais se metido em duas guerras? Claro, nem pensei nas bombas atômicas americanas, pois não há necessidade para tanto, bastando imaginar seu poderio convencional sem par. Por que então esse prêmio para Obama, já que ele nada fez, por enquanto, muito menos pela paz mundial, estando o neófito presidente envolvido prioritariamente em questões domésticas, como a grave crise econômica ou tentando conquistar os americanos no apoio ao seu projeto de reforma do sistema de saúde dos EUA?

É fácil imaginar por quê. Simples assim. Ele está no comando da maior máquina de guerra do mundo, e o Nobel da Paz talvez seja a maneira mais fácil de mantê-lo dentro dos limites. Portanto, a turma do Nobel - influenciada ninguém sabe por quais forças e ONGs -, jogou o barro na parede, pra ver se cola...

Contudo, não demorou muito para os resultados começarem logo a aparecer. Após o anúncio do prêmio da Paz, Barack Obama autorizou o envio de mais 13 mil soldados para a guerra do Afeganistão, para que se somem aos 21 mil que lá já estavam. Tudo pela paz, eu suponho.

O que acho interessante nos presidentes dos EUA é o fato deles serem presidentes dos EUA. Como diria Lula, esse é o cara!