28.11.09

Eleições em Honduras - a porta para o fim da crise.

As eleições presidenciais em Honduras serão realizadas amanhã. Quem vai ganhar, quem vai perder? A escolha de um novo presidente pelo voto popular é a unica possibilidade de saída para a crise. Essa deve ser a vitória a ser conquistada.

O Brasil , que permitiu que sua embaixada fosse utilizada como base para a fomentação do caos bolivariano, defendeu o adiamento das eleições. Pedir o adiamento das eleições é o mesmo que forçar o prolongamento da crise institucional instalada no país. Portanto, vê-se claramente que os representantes da diplomacia brasileira, apoiados por outros como Venezuela e Nicarágua (Deus do Céu!!!!), torcem por mais sofrimento para povo hondurenho.

Os EUA - representados por Barack Obama e Hillary Clinton, felizmente emprestam seus nomes para uma solução rápida e uma transição do atual governo para um governo democrático. Que Honduras possa dar cabo, e o mais rapidamente possível, tanto de Zelaya quanto de Roberto Micheletti. Depois comentaremos o resultado das eleições.

23.11.09

A VISITA DO FACÍNORA

A visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad - negador do Holocausto, fomentador do terrorismo, perseguidor de homossexuais e de qualquer iraniano que faça oposição ao seu governo, além de fraudador de eleições - é uma vergonha para a democracia brasileira.

Uma coisa é a relação entre o Brasil e o Estado Iraniano. Outra coisa, bem diferente, é o apoio do governo brasileiro a esse governante que oprime seu povo e ameAça eliminar Israel do mapa, além de ser um daqueles que relativizam as atrocidades de Adolf Hitler. É uma vergonha!


Como confiar num governo comandado por um facínora, cujo objetivo é eliminar outro país? Como imaginar que tal governo, fomentador do terrorismo internacional, possa desenvolver tecnologia nuclear apenas para fins pacíficos? É para defender gente como esse antissemita e afins que nós brasileiros almejamos uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU?

16.11.09

O peso da realidade.

O presidente Lula, em tom de bravata, dando uma de líder ambientalista, disse que "todos terão que apresentar números para cortes de emissões." E falou grosso, viu?!

Pois é... agora eu pergunto: Se Hu Jintao (aquele que manda lá na China) e Barack Obama (que nem precisa ser apresentado) disserem que não vão apresentar número algum, como é que fica, vamos declarar guerra ou algum tipo de embargo econômico?

Ora essa! A coisa mais ridícula é quando alguém grita mais alto do que o poder conferido à sua palavra, quando existe uma distância enorme entre a palavra e a capacidade de ação efetiva.

Hu Jintao e Obama não estão nem aí para as emissões de gases estufa, estão de fato preocupados com as economias de seus próprios países, a saber duas gigantes, as quais são vitais para o Brasil. São, como Lula diz, o G2. É o poder que a realidade lhes confere.

11.11.09

O Apagão e o Sistema de Interligação.


De ontem pra cá, boa parte da população - em especial no Sudeste - ficou sabendo que nosso sistema elétrico é interligado. Agora sabemos de que basta um sopro aqui para, por efeito dominó, derrubar um castelo ali. O que não se comenta contudo é a interligação entre o sistema elétrico e o sistema Sarney.

O que interliga o sistema Sarney ao sistema elétrico é o ministro Lobão, o tal que insiste em culpar São Pedro pelo fato de quase a metade do Brasil ou, em termos populacionais, possivelmente mais que isso, ter ficado no escuro. Enquanto o ministro aponta para raios e trovões, chuvas e complôs climáticos, a turma da meteorologia não consegue achar a tempestade do ministro.

Mas todo mundo sabe quem também manda muito por ali. É Dilma, engrenagem importante na interligação entre o sistema Lula e o sistema Sarney. Ela garantiu que não teríamos apagão. E todo mundo acreditou. Pois é, nem precisou de estiagem (como no período de FHC), nem mesmo das tempestades do ministro Lobão, e o sistema caiu. Ninguém até agora sabe o que foi. Talvez seja o fator X. O que é o fator X? É qualquer coisa que faça derrubar a primeira peça do dominó.

E, por falar na tempestade do ministro Lobão, o apagão vai deixar milhões sem água. Quer dizer... a interligação é mais complexa do que a gente pensava. Ficou entendido sobre o que é o nosso sistema de interligação?


8.11.09

Universidade Expulsa Coxas.


Leio por aí que a UNIBAN vai expulsar a garota que foi vítima de agressão por entrar no campus portando uma minissaia curta e sexy. Fatos dessa natureza são um bom prato pra gente exercitar certos raciocínios.

Se a moça foi agredida - de modo brutal, vergonhoso e indecente (a indecência não está na minissaia, mas na reação da canalha) - é porque, suponho, a rapaziada tenha medo de minissaia curta ou, quem sabe, pior e mais estranho, medo de coxa de mulher.

Se estão expulsando a moça, suponho eu que seja para proteger os medrosos de se depararem mais uma vez com coxas de mulher. Sei lá, diante de imagens reais de coxas roliças, possam eles, esses machos, sofrer algum tipo de convulsão ou desmaio. Se é para proteger a saúde daqueles machos todos, então tá explicado. Não há outra explicação plausível, aceitável ou admissível.

Como se vê, não há necessidade para preocupações, pois há uma explicação pra tudo. E, por falar nisso, a UNE exige que a moça ganhe uma bolsa de estudos. Qual a explicação? - Lulistas adoram bolsa-qualquer-coisa para qualquer caso ou ocasião.

3.11.09

Humor de Dilma pode ser uma vantagem.

Dizem que Dilma é intratável, e que o seu evidente mau humor conta negativamente na conquista de eleitores. Pois é. Mas, antes de irmos um pouco mais longe, vamos ler o trecho abaixo, que vai na contramão de tudo aquilo que se tem dito por aí.

Um estudo realizado na Austrália indica que pessoas mal-humoradas tendem a lidar melhor com situações difíceis do que aquelas que vivem mais felizes.

É estranho ouvir isso, mas a pesquisa mostra que os mal-humorados se comunicam melhor.

Ora essa! Se bem que, por esse lado, a disputa não será das mais fáceis e engraçadas. Serra não é, de modo algum, um modelo de alegria, descontração e simpatia.

Só falta sair por aí o resultado de alguma pesquisa provando que as mulheres preferem os feios. Torço por isso.


30.10.09

Zé Laia vai voltar

Chávez e sua turma – inclusive os seus auxiliares no governo brasileiro, bem como a OEA – foram postos de lado. A Turma de Obama entrou em campo e fez o acordo. Zelaya volta, mas não tem o comando das Forças Armadas de Honduras; volta ao cargo de presidente, mas sem força para governar; será obrigado a reconhecer o resultado das urnas de novembro – quando seu candidato deverá perder –, e ponto final. Em janeiro, sairá de uma vez por todas, ele e seu chapelão, bem como sua tentiva bolivariana de tomada de poder. Chávez deu com os burros n´água. Ao que tudo indica, é o fim da novela.

25.10.09

Bush Não Morreu!


Quem pensava que George W. Bush estava morto, enganou-se. Abaixo, leia um trecho da BBC Brasil. Depois eu volto.


Diz na matéria, e aí eu me vanglorio, o que sempre afirmei sobre Bush, de que ele é um “mestre das baixas expectativas”. De fato, Bush explora bem esse lado. Tem um jeitão de atrapalhado - embora de fato se atrapalhe mesmo -, mas consegue seus objetivos.

Com suas palestras, em grandes corporações americanas, se pegar a moda do seu jeito de fazer as coisas, teremos um monte de executivos com jeitão de bobo, trocando os pés pelas mãos e tropeçando até em chão liso, mas seguindo em frente, pelo fato de seus concorrentes não darem nada por eles.

Pensam que é brincadeira? A baixa expectativa funciona, pois o adversário sempre subestima aqueles que carregam esta marca. Pura verdade. Bush tornou-se presidente, enquanto não davam um tostão por ele, e reelegeu-se. Agora, que parecia morto e sepultado, está de volta, fazendo o que todos os ex-presidentes fazem - dar palestras. Alguém esperava que Bush teria condições de aconselhar alguém? Pois é...

Enfim, Bush sempre consegue ir além do preço que pagam por ele. Já o atual, Barack Obama, cria expectativas além da conta e, por isso, pode pagar alto preço, o da decepção.

Um Mundo Melhor.

Após a belíssima vitória de Obama, o nosso Lula chegou a dizer que está na hora de o Brasil também eleger um presidente negro, como se isso fizesse alguma diferença. Por via das dúvidas, apesar do que tenha dito e do oba-oba da obamania, Lula prefere mesmo ir para as urnas com uma Hillary meio tosca. Afinal, Lula é quem manda, e ele tem um plano para si.

E, por falar em Hillary, ela exibe hoje uma popularidade (nos EUA, é claro, que é onde interessa para eles) maior do que a de Barack Obama, cujos pontos nas pesquisas de opinião continuam a despencar. Mas, fora de lá, o homem continua bombando.

E, bombando de esperança, nem se passou um ano da posse, e o cara conquistou o Nobel da Paz. A despeito da situação econômica nos EUA continuar preta, a conflagração militar e política no Afeganistão permanecer a se degradar. Hoje, domingo, terroristas promoveram o pior atentando dos últimos dois anos no Iraque.

Qual o motivo do atentado deste domingo? Em primeiro lugar, acho que a turma de lá não precisa de motivos, pois todo dia é dia de briga. Mas, se precisamos de um, para que a nossa razão encontre lugar neste mundo, talvez seja por conta de uma reunião cujo objetivo é realizar uma prosaica reforma eleitoral.

Mas, mesmo assim, firme na palavra dada, Obama garante que os EUA vão retirar todos os seus combatentes daquele país, em agosto de 2010, restando lá somente uns 50 mil soldados, uma força de segurança, para ajudar os iraquianos a tomarem conta do país... entenderam, não é mesmo?

Na opinião deste palpiteiro amador em geopolítica, os EUA só desmontarão suas bases militares no Iraque quando não mais tiverem dinheiro para mantê-las. E o dinheiro deles continua perdendo poder de compra mundo afora. Se fossem obrigados a sair de lá hoje, a violência no Iraque cresceria exponencialmente, se é possível imaginar tal coisa.

Qual a culpa de Obama? Por enquanto, nenhuma. A culpa é de Bush? Por enquanto, neste mundo melhor, mas fácil e confortável pensar assim.

22.10.09

Lula humilha Collor: "elle é da base da base"

Pequeno trecho da longa entrevista dada pelo presidente Lula à Folha. Ao final, um pequeno comentário meu sobre um detalhe pouco comentado na mídia.

Eu até relevo o pedaço que mais causou alvoroço, a intimidade com que trata Jesus Cristo e Judas, e deixo essa parte para os padres, bispos da CNBB e afins.

O interessante mesmo é notar a forma como se referiu ao seu atual aliado, o presidente Collor. Vale a pena repetir: "[Collor] faz parte da base da base".

"Base da Base" é ótimo, é o mesmo que colocar o outro na segunda divisão, ou terceira, quem sabe, na divisão de acesso. O ex-presidente, dado a ataques histéricos de quem tem aquilo roxo, deva estar tentando - como ele mesmo gostava de dizer -, engolir e digerir a forma como Lula a ele se referiu.

Bem feito! Uma verdade bem dita. Neste ponto, fico com Luiz Inácio. Quando Lula quer atingir alguém, ele consegue!