Em entrevista à The Economist, em meados da década de 70, Hubmann fez uma breve explanação sobre as diversas formas de totalitarismo. Afirmou que somente uma atitude otimista e excessivamente esperançosa a respeito da condição humana poderia resultar em ideologias que desembocaram nos totalitarismos fascista, nazista e comunista.
"Somente a ilusão e a fé desmedida na possibilidade de moldar e aprimorar o ser humano através da Raça, do Povo e do Estado, bem como as construções coletivistas baseadas no igualitarismo, poderiam resultar em monstros como o nazismo e o comunismo. Ambos frutos de um tipo de otimismo muito em voga, que propagandeia ser possível transformar a humanidade em coisa melhor do que ela de fato é. Somente uma mulher desmiolada acredita poder mudar a natureza de seu marido, e se persegue tal objetivo é porque é movida pelo otimismo e pela esperança, confundindo desejo com possibilidade de realização. Os povos e nações que optaram por se submeter ao jugo de Hitler, Lenin ou Fidel Castro, o fizeram da mesma forma que certas mulherzinhas se deixam levar pelos próprios sonhos enganosos de um casamento feliz."
A entrevista provocou reações as mais diversas, especialmente nas esquerdas e nos grupos de feministas de então. Hubmann foi acusado de ser um reacionário conservador machista pessimista. Por outro lado, os adeptos do liberalismo de mercado festejaram o ataque do pensador às ideologias coletivistas. Meses depois, numa outra entrevista, quando indagado sobre se as leis de mercado poderiam conduzir a sociedade para um porto seguro, Hubmann foi direto ao cerne de seu sistema de idéias:
"Aquilo que os economistas denominam de leis de mercado, a exemplo da Oferta e Demanda, são emanações da natureza humana. Lutar contra elas é pretender fugir do que somos. E qualquer tentativa nesse sentido, a exemplo do que pretendem os comunistas, resultará sempre em catástrofe. No entanto, como é possível imaginar um porto seguro para a sociedade com base naquilo que deriva da natureza humana, ela própria fonte de toda a infelicidade?"